Os frutos da cagaita contêm polpa carnosa e suculenta, sendo bastante consumidos tanto ao natural como na forma de doces, geleias, sorvetes e sucos. Quando consumidas ao natural, estando fermentadas ao sol pleno, as frutas funcionam como laxante. Daí o nome cagaita. A árvore é medicinal, melífera, ornamental e madeireira. A cagaita é bastante apreciada por animais e também pelo homem. É uma fruta de sabor agradavelmente ácido e refrescante devido a seu teor de aproximadamente 90% de suco. É ótima fonte de vitaminas B2 e C. A composição química e valor energético de 100g de polpa da fruta correspondem a 5,04g de glicídios, 0,50g de proteínas, 421mcg de vitamina B2, 72mcg de vitamina C e 0,37mcg de Niacina. 

Foram os índios que identificaram e deram nome à mangaba, cujo significado é “coisa boa de comer”. Trata-se de uma fruta de cor amarelo-avermelhada, delicada e viscosa, contendo uma polpa branca e fibrosa. A árvore tem porte pequeno e encontra-se amplamente dispersa pelo Cerrado e pela região nordeste do Brasil. A fruta tem boa aceitação mercadológica tanto para consumo in natura quanto para uso industrial, na elaboração de doces, sucos, licores e sorvetes. A mangaba é pouco calórica (47,5kcal/100g). Entretanto, apresenta nutrientes indispensáveis ao homem como sódio, zinco, manganês e cobre. Cada 100g de polpa contém 12,8mg de sódio, 4,4mg de zinco, 6,4mg de manganês, 1mg de cobre, 41mg de cálcio, 3,4mg de ferro, 18mg de fósforo, 0,7g de proteína, 0,3g de lipídio, 10,5g de glicídios, 30mcg de vitamina A, 40mcg de vitamina B1, 40mcg de vitamina B2, 33mcg de vitamina C e 0,5mcg de Niacina. Por ser de fácil digestibilidade e apresentar elevado valor nutricional, os frutos da mangaba são recomendados para a recuperação de pessoas convalescentes.

A gabiroba é o fruto produzido por um arbusto silvestre, de porte baixo (50 a 80cm de altura), que cresce nos campos e pastagens do Cerrado brasileiro. A fruta é arredondada, de coloração verde-amarelada, com polpa esverdeada, suculenta, envolvendo diversas sementes, muito parecido com um araçá. Ela pode ser consumida ao natural ou na forma de sucos, doces e sorvetes. Da gabiroba também é preparado um apreciado licor. A composição química e valor energético de 100g de polpa da fruta correspondem a 64 calorias, 1,6g de proteína, 13,9g de glicídios, 1g de lipídio, 38mg de Ca, 30mg de P, 3,2mg de Fe, 30mcg de vitamina A, 40mcg de vitamina B1, 40mcg de vitamina B2, 33mcg de vitamina C e 0,5mcg de Niacina. As concentrações de ferro e de vitamina C produzidas pela gabiroba compõem uma associação extremamente benéfica. Esta associação faz com que a vitamina C melhore a assimilação do ferro pelo organismo, auxiliando na manutenção dos níveis de hemoglobina no sangue.

O jatobá do cerrado é uma fruta em forma de vagem, de casca rígida e coloração marrom, tendo em seu interior uma polpa branca amarelada e farinácea envolvendo poucas sementes. Para obtê-la, é necessário utilizar um martelo ou pedra para quebrar o fruto. Raspando-se a semente, é obtida uma farinha granulada adocicada e de sabor característico e forte, que após ser peneirada, pode ser usada na preparação de pães, bolos, biscoitos, geleias, sorvetes e licores. Cada 100g de farinha contém 115 calorias, 29,4g de glicídios, 1g de proteína, 0,7g de lipídios, 31mg de Ca, 24mg de P, 0,8mg de Fe, 30mcg de vitamina A, 40mcg de vitamina B1, 40mcg de vitamina B2, 31,1mcg de vitamina C e 0,5mcg de Niacina. No uso medicinal, o fruto do jatobá do cerrado tem sido reportado pela literatura para tratamento de problemas respiratórios, renais e de vias urinárias, estomacais, hepáticos e intestinais, além de servir como expectorante, vermífugo, cicatrizante e estimulante do apetite.

 

Fruto da cajazeira, o cajá é uma fruta de casca lisa e fina, de cor amarela ou alaranjada, muito aromática, de polpa suculenta e de sabor agridoce. A árvore é característica das várzeas e matas de terra firme e argilosa das regiões norte e nordeste do Brasil, sendo também encontrada nas áreas de transição do cerrado com a floresta amazônica e com a mata atlântica. A fruta pode ser consumida in natura ou empregada no preparo de refrescos, batidas, licores e saborosos sorvetes. Cada 100g de polpa contém 46 calorias, 0,8g de proteína, 11,6g de glicídios, 0,2g de lipídios, 56mg de cálcio, 67mg de fósforo, 0,3mg de ferro e 36 mg de vitamina C. O cajá auxilia no combate de úlceras uterinas, cólicas e problemas digestivos.

O pequi apresenta uma casca correspondendo cerca de 80% do peso do fruto, onde em seu interior encontra-se de uma a quatro amêndoas repletas de espinhos, envolvidas por uma polpa geralmente amarela ou alaranjada, requerendo cuidados ao ser degustado. O pequi é a planta clássica do Cerrado brasileiro. Símbolo do Estado de Goiás, o fruto é consumido das mais variadas formas: cozido, no arroz, no frango, com macarrão, com peixe, com carnes e no leite. Do pequi também são preparados deliciosos licores e sorvetes. O fruto dispõe de rica fonte de carotenóides, cerca de 20.000mg de vitamina A em 100g de polpa comestível. Além disso, o pequi apresenta alto valor nutricional, contendo em 100g de polpa, 271,1 calorias, 13,5% de proteínas, 10g de lipídios, 6,76g de glicídios, 1,32mg de ferro, 0,208mg de fósforo, 30mg de vitamina B, 12mg de vitamina C, 463mg de riboflavina e 387mg de niacina. Os frutos são indicados no tratamento de asma, bronquite e resfriados e bastante reputados por apresentarem características afrodisíacas.

É uma palmeira muito popular na região do cerrado e típica das formações denominadas "veredas", onde acompanha um curso d'água ao longo do sertão. Sua palha é empregada na cobertura de casas e o seu fruto, na confecção de doces, vinhos e sorvetes. O óleo extraído da polpa de seus frutos de cor vermelha e formato arredondado tem propriedades energéticas e vermífugas, além de ser rico em pró-vitamina A (300mg/100g de polpa), o que auxilia no alívio das queimaduras da pele e na cicatrização. Comprovado por pesquisadores da Universidade Federal do Pará, o óleo também absorve radiações do espectro ultravioleta, nos comprimentos de onda entre 519 a 350nm, funcionando como eficiente filtro solar. O buriti é abundante em fibras (9,6g/100g de polpa) que regulam o intestino. Além disso, cada 100g de sua polpa contém 114,9 calorias, 2,95g de proteínas, 2,16g de glicídios, 10,5g de lipídios, 30mcg de vitamina B1, 230mcg de vitamina B2, 0,7mcg de niacina, 54mg de fósforo, 158mg de cálcio e 5mg de ferro, sendo este último nutriente indispensável na manutenção da hemoglobina do sangue.

Produz um fruto típico da região, parecido com uma pinha. É consumido ao natural e empregado na produção de batidas, doces, geléias, bolachas, licores, picolés e sorvetes. A polpa é cremosa, contendo odor e sabor bem fortes e característicos. Ocorre ao longo de todo o bioma Cerrado, frutificando de outubro a abril (principalmente de fevereiro a março). Cada 100g de polpa contém 52 calorias, 0,4g de proteínas, 1,6g de lipídios, 10,3g de glicídios, 24mg de fósforo, 52mg de cálcio, 2,3mg de ferro, 453mcg de vitamina B1 e 100mcg de vitamina B2. Por esta razão, o araticum é considerado uma fruta rica em vitaminas do complexo B, possuindo fatores antioxidantes, tornando-se assim, forte aliado da população na prevenção de doenças degenerativas.

Dentre as variadas espécies de muricis, a Byrsonima verbascifolia produz fruto carnoso, de sabor forte, agridoce e ligeiramente oleoso, sendo um alimento rico em vitamina C (84mcg/100g de polpa). Além disso, cada 100g de polpa apresentam 60,5 calorias, 11,7g de glicídios, 1,37g de proteínas, 1,16g de lipídios, 19mg de Ca, 18mg de P, 2,04mg de Fe, 7mcg de vitamina A, 20mcg de vitamina B1, 40mcg de vitamina B2 e 0,4mcg de Niacina. A fruta é consumida in natura  e muito utilizada na fabricação de doces, sucos, sorvetes e licores. Esta espécie floresce e frutifica praticamente o ano todo, gerando pequenas frutas de coloração amarelada que embelezam o cerrado, sendo assim considerada também uma planta ornamental. Medicinalmente, a espécie apresenta princípio ativo cicatrizante e antiinflamatório.